Máfia da Dor – Crítica
Tinha tudo para ser um dos melhores filmes da plataforma em 2023, porém a Máfia da Dor acabou ficando um pouco na terra de ninguém.
Assassinos da Lua das Flores – Crítica
Em Assassinos da Lua das Flores, Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio surpreendem com o retrato de uma história verídica inusitada.
Resistência – Crítica
Sem nuances e impregnado de equívocos, Resistência desperdiça a sua notável arte de construção do mundo com uma história anestesiada sobre inteligência artificial.ㅤ Eventualmente, a cada ano que passa, parece que a ficção científica do passado está se tornando a realidade do futuro. Isto é especialmente verdade no caso da inteligência artificial, com os avanços na programação da IA levantando todos os motivos de preocupação que só aumentarão com o tempo. Em Resistência, não devemos temer a inteligência artificial e sim abraça-la como um passo na evolução humana. Confira também: Perdida – Crítica | Best–seller Brasileiro de Carina Rissi Dirigido por Gareth Edwards e co-escrito por Chris Weitz, Resistência defende que os humanos são comparáveis à IA no sentido de que somos nada mais do que o resultado da programação. Decerto, para aqueles que rejeitam essas baboseiras obcecadas pela tecnologia, Resistência será um exercício frustrante de suportar. Assim, ambientado durante uma futura guerra entre a raça humana e as forças da IA, é estrelado por John David Washington como Joshua, um ex-agente das forças especiais que sofre com a morte de sua esposa Maya (Gemma Chan), que é recrutada pelos militares dos EUA para se infiltrar no território inimigo da Nova Ásia, caçar e matar (o esquivo arquiteto da IA avançada) e localizar a arma secreta com a qual planeja acabar com a humanidade. O filme pró-IA que não precisamos agora A “arma secreta” acaba por ser uma jovem IA chamada Alpha-Omega, ou “Alphie”, um milagre criada para parar a guerra e limpar o Ocidente (também conhecido como os Estados Unidos da América) dos seus pecados imperialistas. Apesar de, feito com um verniz brilhante de design de produção no estilo Blade Runner e designs de criaturas robóticas inspirados em Star Wars. A luta contra o avanço da inteligência artificial em Resistência emula uma mensagem preocupante contra o progresso da humanidade. Sobretudo, é confuso como seu título original The Creator, que constantemente flerta com temas religiosos ao longo do filme, nunca se envolve em discussões sobre a alma ou o papel de Deus. Talvez Edwards não pudesse ou não quisesse mergulhar nas profundezas da divindade e na sua relação íntima com a humanidade. Contudo, quando se trata de Resistência, não há pouco do que subtrair de valor genialmente emocional de uma máquina. Resistência chega aos cinemas brasileiros no dia 28 de setembro
Dezesseis Facadas – Crítica
Kiernan Shipka, é a protagonista de Dezesseis Facadas a nova comédia de terror do PrimeVideo sobre assassinato, viagem no tempo e ambientado nos anos 80. Já é outubro, e enquanto alguns anseiam pela chegada de Mariah Carey anunciado as festividades natalinas, outros se divertem com maratonas de seus filmes de terror favoritos. Assim, a tempo de entrar na lista dos amantes de slashes, “Dezesseis Facadas” é a junção perfeita do cômico sangrento para o Halloween. Confira também: Resistência – Crítica | Humano Numa era Avançada de Inteligência Artificial Uma junção de Marty McFly com ghostface Lançado no último dia 6 de outubro no Prime Vídeo e com Kiernan Shipka (O Mundo Sombrio de Sabrina) como protagonista. Decerto, uma mistura de De Volta para o Futuro e Pânico, esta comédia de terror coloca Jamie em uma viagem no tempo até 1987, com a intenção de evitar as mortes brutais do grupo de amigos de sua mãe, por um homem mascarado. Mas uma vez nos reunimos para ver uma adolescente voltar no tempo e conhecer a vida de seus pais quantos tinham a sua idade. Porém, desta vez, a relação amorosa entre estes jovens é o que menos importa: o importante aqui é que há um assassino à solta que deve ser detido antes que consiga cometer os assassinatos pelos quais a cidade é conhecida 35 anos depois. A própria protagonista afirma isso no início do filme. “Você viu o filme De Volta para o Futuro? Basicamente estou vivendo esse filme agora.” Quase como se Kiernan Shipka estivesse nos dizendo “ei, sabemos que isso não é novidade, só estamos nos divertindo”. Dezesseis Facadas não vai tornar-se um clássico como os títulos nos quais se inspira, mas também não parece ter essa intenção. Sobretudo, em vez disso ele nos oferece uma comédia com toques de terror que funciona perfeitamente como entretenimento para adolescentes. A característica estética dos anos 80 é apenas a embalagem. As piadas sobre o racismo e o politicamente incorreto continuam sem parar, o clichê sobre o status social no ensino médio marca o enredo da história e os desagradáveis esfaqueamentos das jovens a transformam no terrir que você verá neste Halloween, porém sem aquele medo de fechar os olhos ao adormecer. Kiernan Shipka demonstra mais uma vez por que filmes e séries adolescentes são sua praia e Olivia Holt deslumbra com sua estética dos anos oitenta de valentona do ensino médio. Assim como, a participação de Randall Park e Julie Bowen, são um frescor cativante para dar aquele pulo do sofá e falar “que saudade de Modern Family”. Sem grandes sustos, com algumas mortes inesperadas, poucas explicações sobre a ciência que torna tudo possível, Dezesseis Facadas é tudo o que você espera dele quando aperta o play, e tudo bem. Dezesseis Facadas está disponível no PrimeVideo.
Turismo Selvagem – Crítica
Depois de falar “Look What You Made Me Do” três vezes na frente da tv, você começa a encarar a repetição de Turismo Selvagem.
Sex Education | 4 Temporada – Crítica
Uma despedida emocionante e justa. Sex Education muda de instituto e introduz novos personagens, mas não altera a essência única que a acompanha desde o seu início.
Eu Nunca | 4 Temporada – Crítica
O final de Eu Nunca é perfeito para a grande série da Netflix: Sua 4ª temporada mantém todas as suas virtudes e encerra a história de Devi de forma impecável.
Com Carinho, Kitty – Crítica
Com Carinho, Kitty é um spin-off digno de sua trilogia de sucesso “Para Todos os Garotos que Já Amei”, e uma oportunidade única de se aproximar da Coreia do Sul.
Perdida – Crítica
Baseado no best–seller brasileiro de Carina Rissi, Perdida é dirigido por Katherine Chediak Putnam. Texto escrito por Diego Quaglia, do site Fiz Cinema Em princípio, “Perdida”, Sofia (interpretada por Giovanna Grigio) fã de Jane Austen, vive um deslocamento no tempo. Desse modo, conduzida para um universo alternativo, ela vive dividida entre viver um grande amor nesse lugar ou a busca por retornar para casa. Confira também: Resistência – Crítica | Humano Numa era Avançada de Inteligência Artificial Baseado num best–seller brasileiro de Carina Rissi numa aposta de produção original do Star no brasil, o filme dirigido por Katherine Chediak Putnam busca emular tanto comédias românticas estadunidenses, quantos os próprios filmes que adaptam Jane Austen, esse imaginário de conto de fadas com tempero pop, moderno e levemente sarcástico. Uma exploração desse tipo é sempre bem–vinda e pode render resultados interessantes, por isso é uma pena que a estética do filme é típica de uma padronização que vemos na maioria dos filmes, que chegam nos streamings e acabam não se sobressaindo por uma falta de especificidade nesse sentido. Uma dinâmica de época dentro de um gênero novelesco Assim, como a direção de arte e o figurino parecem apenas recriações das referências citadas sem nada original, enquadramentos e planos não saem do comum. Porém positivamente os efeitios especiais funcionam e existe um timing de humor que dialogam com o carisma de Giovanna Grigio. Ela compõe Sofia espirituosa, dinâmica, e sarcástica que contrapõe algo manjado em seus diálogos, a certa inteligência em entender o ridículo que é imitir alguns dos padrões e conseguem isso gerando bons momentos. Já seu par Breno Montole impressiona pela canastrice porém não achei ambos o casal com mais química do mundo. Por outro lado, quando “Perdida” pensa em se levar a sério e ter tornar algo mais melodramático, o resultado é bastante constrangedor. É excessivamente marcado e artificial, nas atuações de um elenco bom e com nomes variados (vale o elogio da escolha da fantasia e do fato de repensar o passado para incluir representativadidade). O que diferencia “Perdida” é a maneira como administra esse artificio tanto para ridicularizar com bom–humor as batidas mastigadas, o que gera um ruído e um certo cansaço. Mas nada disso que repele ou torne desprezível a assisti-lo. Se relevando uma obra muito inofensiva e graciosa nos melhores momentos. “Perdida” estreia exclusivamente nos cinemas em 13 de julho.
O fenômeno “Wicked” retorna ao Brasil em 2023
O icônico musical Wicked está de volta ao Brasil para uma nova temporada em 2023. O anúncio foi feito durante o show Fabi & Myra – Broadway in Concert, que ocorreu na última terça-feira, 18, no Teatro Santander, local que receberá a nova montagem do espetáculo. Desta vez, a produção será ainda mais especial: ao contrário da versão de 2016, esta não será uma réplica do show da Broadway. Embora o texto e as músicas sejam mantidos, cenários, figurinos, perucas e coreografias serão originais, e a clássica cena em que Elphaba voa será recriada. Essa decisão de permitir uma montagem não réplica de Wicked reflete a confiança de Stephen Schwartz, criador do espetáculo, no teatro musical brasileiro. Apenas a Alemanha teve uma versão semelhante anteriormente. Além disso, Schwartz acompanhará de perto o desenvolvimento da produção e estará no Brasil para auxiliar na escalação do elenco. A realização do espetáculo fica por conta do Instituto Artium de Cultura em parceria com o Atelier de Cultura, responsável por sucessos como Escola do Rock, Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate, Annie e Evita Open Air. Um musical amado pelo público brasileiro A primeira montagem brasileira de Wicked, realizada em 2016 pela T4F, foi um grande marco no teatro musical do país. O sucesso consolidou uma base fiel de fãs que há anos aguardavam o retorno do espetáculo. Agora, essa parceria se repete: Myra Ruiz e Fabi Bang, que deram vida a Elphaba e Glinda na produção anterior, retornam aos papéis principais. Diferentemente da primeira montagem, quando ainda não se conheciam, as duas agora possuem uma forte amizade – Myra, inclusive, é madrinha da filha de Fabi. “A gente já se entende pelo olhar. Existe uma química, uma afinidade e uma cumplicidade muito presente, e isso, sem dúvidas, reflete no que a gente propõe no palco”, comentou a intérprete de Glinda. “As personagens possuem muita troca em cena, são duas mulheres fortes que querem brilhar juntas”, completou Myra. Apesar do sucesso anterior, Myra revelou que, inicialmente, teve dúvidas sobre reprisar o papel. “Me questionei se deveria fazer Elphaba de novo, porque a primeira montagem já foi muito especial. Mas quando recebi o convite, percebi que agora tenho mais experiência e posso fazer de uma forma ainda mais leve. Estou empolgada, não estou com medo”, disse a atriz, que em 2016 tinha apenas 23 anos e foi uma das mais jovens do mundo a interpretar a personagem. Sobre a história O musical se passa antes dos acontecimentos de O Mágico de Oz e acompanha a trajetória de Elphaba, uma jovem que sofre discriminação por ter a pele verde, e Glinda, a popular e engraçada estudante que inicialmente a despreza. A relação entre as duas começa com inimizade, mas ao longo da trama se transforma, questionando as noções de bem e mal. Desde sua estreia, Wicked tem sido um dos maiores sucessos da Broadway, onde está em cartaz há quase 20 anos. A história também será adaptada para o cinema em um filme dividido em duas partes, com Cynthia Erivo como Elphaba e Ariana Grande como Glinda. Para Myra, a força do musical vem do impacto emocional da história: “É um espetáculo pop que chega nas pessoas que não se sentem pertencentes à sociedade.” Já Fabi destaca a profundidade das personagens: “A complexidade delas gera uma identificação forte com o público.” Serviço A nova produção promete emocionar o público e reforçar o sucesso do musical no Brasil.
